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Os amores que mudaram o mundo


As grandes paixões sempre moveram a história, mas existem casos de amor bem mais importantes que os famosos Romeu e Julieta. Da descoberta do oxigênio à unificação da Itália, a verdade é que nós devemos muita coisa ao cupido.

1 – A descoberta do Oxigênio: Marie e Antoine Lavoisier

Os amores que mudaram o mundo

Taí um casamento arranjado que deu certo. Juntos, Marie e Antoine Lavoisier fundaram a química moderna, com pesquisas sobre o calor e o fogo. E isso só aconteceu porque, quando Marie tinha 14 anos, seu pai acertou seu casamento com Antoine, um químico com o dobro da idade dela.

O casal descobriu a existência do oxigênio e sua importância para a respiração dos animais e das plantas. Os dois são os responsáveis pela frase “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. O dito é resultado da formulação da Lei da Conservação da Matéria. Haja amor pela ciência, né?!

2 – A era Vitoriana: Rainha Vitória e Príncipe Albert

Os amores que mudaram o mundo

O governo da rainha Vitória entrou para a história como marco da industrialização, da expansão econômica e do desenvolvimento urbano na Inglaterra. Marcado pela austeridade e rigidez dos costumes, o termo vitoriana passou a ser usado para denominar uma postura conservadora e rígida.

Mas os anos da rainha Vitória no poder (1837-1901) espelham mais a personalidade de seu marido, o príncipe Albert Saxe-Coburg. Aliás, uma prova de que a rainha não era tão conservadora assim é que ela pediu Albert em casamento, algo ousado demais para a época. Depois da morte do príncipe, a rainha viveu por mais 40 anos, dormindo, todas as noites, com a foto do amado sobre o travesseiro.

3 – A unificação da Itália e a Revolução Farroupilha: Anita e Giuseppe Garibaldi

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Perseguido pela polícia italiana por suas ideias republicanas, o jovem Giuseppe fugiu para o Brasil e juntou-se ao governo farroupilha, que lutava por um Estado federalista no Rio Grande do Sul. Foi lá que ele conheceu Ana Maria Ribeiro da Silva, uma moça de origem pobre que era casada com um sapateiro. O casal se apaixonou e, sem hesitar, Anita, como era conhecida, largou o marido e fugiu com o romântico revolucionário Giuseppe.

O casal lutou bravamente em batalhas no Brasil, Uruguai e Europa. Em 1848, com 4 filhos, eles resolveram se mudar para a Itália, a fim de lutar pela independência e unificação do país. Mas, apenas um ano depois, Anita morreu nos braços do companheiro, vítima da febre tifóide. A partir daí, Garibaldi seguiu ainda mais disposto na defesa dos ideais compartilhados pelo casal.

4 – A Declaração Universal dos Direitos Humanos: Eleanor e Franklin Delano Roosevelt

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Poucos casais foram capazes de uma parceria tão eficiente quanto Franklin e Eleanor Roosevelt. Os dois eram primos e sobrinhos do presidente dos EUA Theodore Roosevelt, mas foi ela quem primeiro se apaixonou pela política, tornando-se uma das mulheres mais influentes da política americana no século 20.

Em 1921, Franklin ficou paralítico por causa da poliomielite e estava a ponto de desistir da vida pública, mas Eleanor salvou sua carreira convocando novas eleitoras para ajudar a elegê-lo governador. Enquanto ele se concentrava em recuperar a saúde, Eleanor expandia suas atividades políticas a fim de manter o nome Roosevelt em evidência. As campanhas deram certo e, em 1932, Franklin foi eleito presidente dos EUA para o primeiro de 4 mandatos.

Após a morte de Franklin e com a carreira política dela no auge, o presidente Harry S. Truman nomeou Eleanor delegada na ONU. No novo cargo, ela usou toda sua influência – e a força do sobrenome – para criar a Declaração Universal dos Direitos Humanos (o primeiro acordo internacional sobre os direitos da humanidade), adotada e proclamada pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948.

5 – A Guerra Civil espanhola: Francisco Franco e Carmen Pólo

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Só há muito pouco tempo, a vida íntima do general Francisco Franco, responsável pela ditadura espanhola que durou 36 anos, começou a ser explorada. E as primeiras biografias de seu governo mostraram algo que, para a maior parte do mundo, era impensável durante os anos de ferro do general: a esposa de Franco, Carmen Pólo, tinha total controle sobre ele.

O casal se conheceu em Oviedo, cidade natal de Carmen, em 1917, quando ela tinha 15 anos e Franco, 24. Ele era um oficial ansioso por ascensão rápida e ela, uma jovem ambiciosa que venerava a aristocracia. Franco se apaixonou imediatamente, mas Carmen foi taxativa: Franco era apenas um soldado e não poderia voltar a vê-la nunca mais. Mas é claro que ele não desistiu. A insistência e a ascensão de Franco dentro do Exército fizeram com que Carmen mudasse de idéia e, em 1923, os dois se casaram.

O golpe militar de 1936 na Espanha foi seguido por uma intensa guerra civil, que custou mais de meio milhão de vidas em combate e outras tantas por causa de fome, desnutrição e doenças. Franco permaneceu no poder até sua morte, em 1975. Carmen morreu 12 anos depois de Franco. Durante esse tempo, mudou do palácio de El Pardo e viveu o resto do tempo sozinha em seu apartamento, dedicada à sua única filha, seus netos e bisnetos.

[Fonte:  Revista Super Interessante]





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